SER ALIADO DE GOVERNO CORRUPTO É APOIAR A CORRUPÇÃO,É GOSTAR DA CORRUPÇÃO E SER CONTRA O POVO

Marcelo de Moraes

 

28.fevereiro.2014 15:00:38

“Governo faz a gente de gato e sapato”, reclama deputado aliado Cesar Hallum

O deputado federal Cesar Hallum (PRB-TO) não pertence, como ele mesmo diz, ao “alto clero” do Congresso. Seu Estado, o Tocantins, tem apenas oito representantes na Câmara. Seu partido, o PRB, é representado na equipe ministerial com a pasta da Pesca. Pertence, portanto, àquela massa de deputados da base aliada da presidente Dilma Rousseff que costuma apoiar sem barulho as propostas enviadas pelo governo federal quase sempre sem ser muito notado. Nessa sexta-feira, véspera do feriadão do Carnaval, o plenário esvaziadíssimo da Casa foi palco de um dos discursos mais sinceros e contundentes em termos de queixas ao tratamento dado por Dilma e seus ministros aos aliados.

“Todos estamos fazendo um esforço muito grande para poder ajudar a Presidente Dilma para que o Brasil possa crescer. Mas eu estou observando que lá pela SRI (Secretaria de Relações Institucionais) e por outros ministérios fazem tudo para não deixar apoiar a Presidente Dilma, nos jogam fora. Fazem da gente gato e sapato”, acusou.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Hallum resolveu fazer barulho porque se disse, literalmente, cansado de “ser tratado como moleque” pelo governo. Num jogo sem hipocrisia, deputados apóiam o governo e, em troca, querem a liberação de recursos para suas emendas parlamentares. Com isso, fazem suas políticas paroquiais e aumentam as chances de serem reeleitos. É o movimento de sempre, de toma lá, dá cá, que tanto desgasta a imagem dos políticos brasileiros. Mas é um sistema que o atual governo, assim como os anteriores, considerou legítimo fazer.

Os parlamentares reclamam, porém, que o governo parou de fazer a sua parte. Ou faz apenas depois de enorme insistência do parlamentar. Por conta disso, surgiu o chamado “blocão parlamentar”, que se proclama independente e que, em tese, se dispõe a votar contra projetos de interesse do governo. Pelo tom do deputado Hallum, a paciência da base acabou.

“Vou dar aqui alguns exemplos: eu nunca pedi nada ao Governo que não fosse dentro daquilo estabelecido nas regras. Então, se a cota que cada Deputado tinha para empenho de suas emendas era aquela, eu sempre pedi dentro da cota. Então, a cota é x, aí a SRI manda lá para o ministério a cota. Chega lá, está aqui a minha emenda, está a proposta no SICONV, vamos empenhar”, diz Hallum.

E o parlamentar revela sua frustração por nada se concretizar. “Aí eu fico igual bobo. Vou lá e: não, empenha amanhã, depois de amanhã, não sei o que lá. Não, a SRI não mandou o limite. Chego lá e: não, está aqui. Eu mandei o limite. Aí eu chego lá: não, o limite chegou. Então, vamos empenhar.
Vou dar um exemplo simples do Ministério da Agricultura. Coloquei 500 mil reais numa emenda para estradas vicinais no Município de Aragominas, no Tocantins. Quando chegou lá pelo dia 15 de dezembro, me chamaram: Olha, o município vai perder a emenda. Vamos trocar o município. Eu corri e atendi o município de Carrasco Bonito. Coloquei a emenda de 500 mil para Carrasco Bonito. Foi feita a proposta, foi apresentado o projeto. E diziam: está empenhado, empenhado e empenhado. Então, tudo bem. Quando chegou no dia 31 de dezembro, não empenharam. Mas não estava o limite aqui? É. Mas o dinheiro sumiu. Eu não sei onde ele está. Vai à SRI. Não, já mandei o limite para lá. Chego lá: Não, aqui não chegou. Eu volto para lá, igual besta. Tratam a gente como moleque. Tudo bem. Aí a SRI fala: não, o limite está lá”, reclama, irritado.

Sem meias palavras, Hallum continuou sua sincera narrativa pela busca da verba perdida e o jogo de empurra ao qual disse ter sido submetido.

“Ontem, estive no Ministério da Agricultura. Vamos abrir o jogo, porque eu disse à Ministra Ideli em um dia aqui, na reunião dos partidos da base: ministra, se a senhora disse que mandou o limite para lá e o ministro pegou o dinheiro e deu para quem ele quis lá do Estado dele, beneficiou parlamentar da bancada dele, isso não é certo. Isso é, no mínimo, desonesto ou então é incompetência, e nem desonestidade e nem incompetência servem para administrar. Então, se vocês acham que o ministro fez errado, demitam o ministro. Mas, se o Governo não demite o ministro, é porque está concordando com isso. Não, mas isso é compromisso irremovível, não sei o que mais e tal e tal”, conta Hallum, mostrando que o governo tinha renovado sua promessa de liberar o recurso.

“Cheguei ao Ministério da Agricultura ontem e vi. Chego lá e está aqui: no dia 13 de dezembro, o limite estava lá, mas, no dia 13 de dezembro, a SRI tomou o limite de volta. E ficam me fazendo de besta em ir lá. Mas não era o limite? Não era a cota estabelecida? Não deram para todos os outros aquele mesmo valor?
Pois bem, hoje o Prefeito de Carrasco Bonito acha que eu estou mentindo para ele, que não coloquei a emenda para ele. E nós parlamentares estamos ficando mal na nossa base por conta dessas coisas aqui. Então, eu digo assim: nós somos da base do governo, queremos conviver bem para ajudar o governo, mas parece que tem gente dentro do governo que quer destruir essa nossa relação”, afirmou.

E, repetindo o que outros colegas já vêm insinuando, avisou que pode até trocar de lado na campanha presidencial:

“Eles estão dizendo assim: vocês estão querendo, mas nós não queremos vocês. Vão embora, vão para o outro lado. Eu estou entendendo assim”, avisa.

No discurso, Hallum também disse não temer retaliações.

“Vejo aqui a turma falar: César, você vai falar isso e você vai ficar marcado, porque eles vão te perseguir de agora para frente. Mais? Eu já não recebo nada! Olha, não tem perseguição. Vocês precisam entender que eu estou querendo contribuir para que todos sejam tratados de forma igual.
Muita gente critica, diz que é barganha o governo pagar as emendas de um parlamentar. Não é barganha, não! O povo brasileiro tem que entender que os pequenos Municípios deste País só recebem alguma obra do Governo Federal se for através de uma emenda de um Parlamentar que briga para levar uma feira coberta, para levar uma quadra de esportes, um campinho de futebol, uma ponte na zona rural. É esse o nosso trabalho! Agora, o que justifica o meu Estado me mandar para cá, eu ser Deputado Federal durante 4 anos e não retribuir em nada lá”, critica

“Fica aqui o registro da minha indignação à SRI, para que ela pare com essa brincadeira de fazer a gente ficar indo de um lado para o outro, desgastando uma relação que tem tudo para ser boa. Ou então abra o jogo logo: Estamos dispensando vocês. Procurem os seus caminhos. Eu procuro! A gente também não é filho sem pai, não. Tem quem quer! Agora, eu quero ter uma relação boa com o Governo, e estou vendo os Ministros do Governo Dilma querendo destruir a nossa relação. A gente vota o orçamento impositivo, e eles, da forma mais descarada, no maior desrespeito, vão lá, cortam 25% das emendas e não dão nem satisfação. É como se nós não existíssemos. Esta Casa não pode viver de cócoras para o Poder Executivo, porque aí é o fim do Parlamento brasileiro”, encerrou.

Posts Relacionados

Tags: ,

Sem Comentários | comente

Anúncios

SER ALIADO DE GOVERNO CORRUPTO É APOIAR A CORRUPÇÃO

Marcelo de Moraes
28.fevereiro.2014 15:00:38

“Governo faz a gente de gato e sapato”, reclama deputado aliado Cesar Hallum

O deputado federal Cesar Hallum (PRB-TO) não pertence, como ele mesmo diz, ao “alto clero” do Congresso. Seu Estado, o Tocantins, tem apenas oito representantes na Câmara. Seu partido, o PRB, é representado na equipe ministerial com a pasta da Pesca. Pertence, portanto, àquela massa de deputados da base aliada da presidente Dilma Rousseff que costuma apoiar sem barulho as propostas enviadas pelo governo federal quase sempre sem ser muito notado. Nessa sexta-feira, véspera do feriadão do Carnaval, o plenário esvaziadíssimo da Casa foi palco de um dos discursos mais sinceros e contundentes em termos de queixas ao tratamento dado por Dilma e seus ministros aos aliados.

“Todos estamos fazendo um esforço muito grande para poder ajudar a Presidente Dilma para que o Brasil possa crescer. Mas eu estou observando que lá pela SRI (Secretaria de Relações Institucionais) e por outros ministérios fazem tudo para não deixar apoiar a Presidente Dilma, nos jogam fora. Fazem da gente gato e sapato”, acusou.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Hallum resolveu fazer barulho porque se disse, literalmente, cansado de “ser tratado como moleque” pelo governo. Num jogo sem hipocrisia, deputados apóiam o governo e, em troca, querem a liberação de recursos para suas emendas parlamentares. Com isso, fazem suas políticas paroquiais e aumentam as chances de serem reeleitos. É o movimento de sempre, de toma lá, dá cá, que tanto desgasta a imagem dos políticos brasileiros. Mas é um sistema que o atual governo, assim como os anteriores, considerou legítimo fazer.

Os parlamentares reclamam, porém, que o governo parou de fazer a sua parte. Ou faz apenas depois de enorme insistência do parlamentar. Por conta disso, surgiu o chamado “blocão parlamentar”, que se proclama independente e que, em tese, se dispõe a votar contra projetos de interesse do governo. Pelo tom do deputado Hallum, a paciência da base acabou.

“Vou dar aqui alguns exemplos: eu nunca pedi nada ao Governo que não fosse dentro daquilo estabelecido nas regras. Então, se a cota que cada Deputado tinha para empenho de suas emendas era aquela, eu sempre pedi dentro da cota. Então, a cota é x, aí a SRI manda lá para o ministério a cota. Chega lá, está aqui a minha emenda, está a proposta no SICONV, vamos empenhar”, diz Hallum.

E o parlamentar revela sua frustração por nada se concretizar. “Aí eu fico igual bobo. Vou lá e: não, empenha amanhã, depois de amanhã, não sei o que lá. Não, a SRI não mandou o limite. Chego lá e: não, está aqui. Eu mandei o limite. Aí eu chego lá: não, o limite chegou. Então, vamos empenhar.
Vou dar um exemplo simples do Ministério da Agricultura. Coloquei 500 mil reais numa emenda para estradas vicinais no Município de Aragominas, no Tocantins. Quando chegou lá pelo dia 15 de dezembro, me chamaram: Olha, o município vai perder a emenda. Vamos trocar o município. Eu corri e atendi o município de Carrasco Bonito. Coloquei a emenda de 500 mil para Carrasco Bonito. Foi feita a proposta, foi apresentado o projeto. E diziam: está empenhado, empenhado e empenhado. Então, tudo bem. Quando chegou no dia 31 de dezembro, não empenharam. Mas não estava o limite aqui? É. Mas o dinheiro sumiu. Eu não sei onde ele está. Vai à SRI. Não, já mandei o limite para lá. Chego lá: Não, aqui não chegou. Eu volto para lá, igual besta. Tratam a gente como moleque. Tudo bem. Aí a SRI fala: não, o limite está lá”, reclama, irritado.

Sem meias palavras, Hallum continuou sua sincera narrativa pela busca da verba perdida e o jogo de empurra ao qual disse ter sido submetido.

“Ontem, estive no Ministério da Agricultura. Vamos abrir o jogo, porque eu disse à Ministra Ideli em um dia aqui, na reunião dos partidos da base: ministra, se a senhora disse que mandou o limite para lá e o ministro pegou o dinheiro e deu para quem ele quis lá do Estado dele, beneficiou parlamentar da bancada dele, isso não é certo. Isso é, no mínimo, desonesto ou então é incompetência, e nem desonestidade e nem incompetência servem para administrar. Então, se vocês acham que o ministro fez errado, demitam o ministro. Mas, se o Governo não demite o ministro, é porque está concordando com isso. Não, mas isso é compromisso irremovível, não sei o que mais e tal e tal”, conta Hallum, mostrando que o governo tinha renovado sua promessa de liberar o recurso.

“Cheguei ao Ministério da Agricultura ontem e vi. Chego lá e está aqui: no dia 13 de dezembro, o limite estava lá, mas, no dia 13 de dezembro, a SRI tomou o limite de volta. E ficam me fazendo de besta em ir lá. Mas não era o limite? Não era a cota estabelecida? Não deram para todos os outros aquele mesmo valor?
Pois bem, hoje o Prefeito de Carrasco Bonito acha que eu estou mentindo para ele, que não coloquei a emenda para ele. E nós parlamentares estamos ficando mal na nossa base por conta dessas coisas aqui. Então, eu digo assim: nós somos da base do governo, queremos conviver bem para ajudar o governo, mas parece que tem gente dentro do governo que quer destruir essa nossa relação”, afirmou.

E, repetindo o que outros colegas já vêm insinuando, avisou que pode até trocar de lado na campanha presidencial:

“Eles estão dizendo assim: vocês estão querendo, mas nós não queremos vocês. Vão embora, vão para o outro lado. Eu estou entendendo assim”, avisa.

No discurso, Hallum também disse não temer retaliações.

“Vejo aqui a turma falar: César, você vai falar isso e você vai ficar marcado, porque eles vão te perseguir de agora para frente. Mais? Eu já não recebo nada! Olha, não tem perseguição. Vocês precisam entender que eu estou querendo contribuir para que todos sejam tratados de forma igual.
Muita gente critica, diz que é barganha o governo pagar as emendas de um parlamentar. Não é barganha, não! O povo brasileiro tem que entender que os pequenos Municípios deste País só recebem alguma obra do Governo Federal se for através de uma emenda de um Parlamentar que briga para levar uma feira coberta, para levar uma quadra de esportes, um campinho de futebol, uma ponte na zona rural. É esse o nosso trabalho! Agora, o que justifica o meu Estado me mandar para cá, eu ser Deputado Federal durante 4 anos e não retribuir em nada lá”, critica

“Fica aqui o registro da minha indignação à SRI, para que ela pare com essa brincadeira de fazer a gente ficar indo de um lado para o outro, desgastando uma relação que tem tudo para ser boa. Ou então abra o jogo logo: Estamos dispensando vocês. Procurem os seus caminhos. Eu procuro! A gente também não é filho sem pai, não. Tem quem quer! Agora, eu quero ter uma relação boa com o Governo, e estou vendo os Ministros do Governo Dilma querendo destruir a nossa relação. A gente vota o orçamento impositivo, e eles, da forma mais descarada, no maior desrespeito, vão lá, cortam 25% das emendas e não dão nem satisfação. É como se nós não existíssemos. Esta Casa não pode viver de cócoras para o Poder Executivo, porque aí é o fim do Parlamento brasileiro”, encerrou.

Posts Relacionados

Tags: ,

Sem Comentários | comente

“Todos somos pecadores”, diz Mizael; veja as frases da semana- O ADVOGADO ASSASSINO CONFESSA

“Todos somos pecadores”, diz Mizael; veja as frases da semana

Do UOL, em Brasília

A semana foi marcada por novos protestos contra a Copa e por mais polêmicas envolvendo o julgamento do mensalão. Na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última quarta-feira, os ministros Joaquim Barbosa e Luís Roberto Barroso chegaram a bater boca.

Preso há dois anos no presídio militar Romão Gomes, o policial reformado e advogado Mizael Bispo de Souza, condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, disse, em entrevista, que “todos somos pecadores”. Ele afirmou ainda que tem a “consciência tranquila’.

Veja as frases que marcaram a semana.

 

Servidores reclamam de atrasos salariais: “Sisepe não está sendo omisso em nada”, afirma presidente

 

Servidores reclamam de atrasos salariais: “Sisepe não está sendo omisso em nada”, afirma presidente

Segundo fonte, em breve estará aposentado e “ninguém terá resolvido esse problema”

 
Raimunda Carvalho
Da Redação

Servidores municipais de Combinado reclamam do atraso do salário de 2008, o 13º de 2012, para alguns servidores, a data base referente a 2013 e a progressão que a categoria tem por “direito receber a partir de janeiro”.

Uma fonte do CT, que preferiu não ser identificada com receio de retaliação, afirmou que a categoria já solicitou esclarecimentos junto à prefeita Maria do Socorro Ferreira de Morais (PSD). “Já pedimos a excelentíssima prefeita para que ela conceda alguma explicação para os servidores do município em que ela foi eleita. Devemos ser tratados como pessoas e não como escravos do poder executivo de Combinado”, criticou.

Segundo a fonte, em breve estará aposentado e “ninguém terá resolvido esse problema”. “Aproveito também a oportunidade para pedir para aos vereadores investigar melhor o que acontece com as contas da prefeitura, o que eles estão fazendo com nosso dinheiro? Será que tem algum vereador que se preocupa com os interesses dos servidores públicos municipais?”, questionou.

A fonte também pediu explicações ao Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe). “Peço também esclarecimentos ao Sisepe, que não está deixando claro o que está acontecendo, a prefeita rejeita de se reunir com o sindicato e eles não dão respostas com pulso firme. Estamos esperando respostas”, enfatizou.

Sisepe
Um dos assessores do setor jurídico do Sisepe, Dhiego Ricardo Schuch, afirmou que o órgão possui dois processos contra o município de Combinado e que ambos estão tramitando na Comarca de Aurora do Tocantins. “Os processos são voltados aos salários atrasados. A demanda de 2008 chegou para nós somente o ano passado e imediatamente foi providenciada a questão jurídica. O 13º salário de 2102 e a data base de 2013 também entraram no ano passado”, esclareceu.

Segundo ele, o município entrou em contato com o sindicato para formalizar um acordo e pagar o total do débito em março ou dividir em três parcelas. “Eles [os servidores municipais] preferiram negociar a segunda opção como segurança caso não ocorra a parcela única”, esclareceu o assessor jurídico, afirmando que até sexta-feira, 28, o acordo será firmado para que seja protocolado no processo e o juiz homologue e sentencie o pagamento para que seja incluido na folha de pagamento de março.

Já o presidente do Sisepe, Cleiton Lima Pinheiro, estranhou a reclamação dos servidores. “Estranho esta reivindicação. O Sisepe não está sendo omisso em nada. Há uma agenda de reunião publicada em nosso site. Infelizmente a participação de servidores é pouca. Quem está reclamando é aquele que não participa dos encontros. “garantiu Pinheiro.

Segundo o presidente, o sisepe sempre busca meios de agilizar o processo, mas o mecanismo legal da atuação do sindicato é a via judidicial. “Esta parte o Sisepe vem cumprindo. Assim como em outros casos, o sindicato adotou também todos os procedimentos legais. Infelizmente o Sisepe não tem prerrogativa e autonomia de chegar a um juiz e dizer que sentencie esta decisão hoje”, alfinetou o presidente.

O outro lado
CT tentou contato com a Prefeitura de Combinado, mas as ligações não foram atendidas. O espaço está aberto.

DUDA MENDONÇA,PAI DE SANTO E MENSALEIRO ESTÁ DE VOLTA AO TOCANTINS

Duda na campanha de Roberto Pires

 
O empresário Roberto Pires (PP) faz os últimos ajustes para a contratação do marqueteiro Duda Mendonaça para a sua campanha de governador. O formato do trabalho de Duda na campanha de Roberto vai ser diferente daquele que o marqueteiro fará para as candidaturas dos também empresários Paulo Skaf (PMDB), em São Paulo, e Júnior da Friboi (PMDB), em Goiás.

Mesmos perfis

Como se vê, Duda escolheu três candidatos de perfis muito próximos. Empresários de sucesso e, dois deles, líderes de seus segmentos. Enquanto Roberto é presidente da Federação das Industrias do Tocantins (Fieto), Skaf é presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Corpo presente em SP e GO

Nesses dois Estados, o famoso marqueteiro fará campanha de corpo presente, enquanto no Tocantins ele deve enviar um homem de sua confiança e ficar dando consultoria. É o mesmo formato que usou na campanha do governador Siqueira Campos (PSDB), em 2010.

Uma pechincha

A vantagem desse modelo é que o candidato pode ter a orientação e a marca de Duda Mendonça a um preço bem menor do que está sendo pago, por exemplo, por Júnior da Friboi – nada menos do que R$ 30 milhões. A conversa é de que o valor pago por Skaf é ainda maior. A valor que receberá no Tocantins não foi divulgado.

Amigo da família

A relação de Roberto Pires com Duda vai além do profissional. O marqueteiro é amigo da família do empresário, de frequentar a residência dos Pires. Inclusive foi a família de Roberto que apresentou, no passado, Duda ao ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB).

Nunca contra Roberto

E, por essa relação tão próxima de Duda com a família Pires, seus aliados garantem que é impossível ter o marqueteiro contra Roberto numa campanha eleitoral, sendo o empresário candidato.

Não é mera possibilidade

A contratação de Duda, que está por ser fechada, mostra que a pré-candidatura de Roberto Pires deixou, há muito tempo, de ser apenas uma mera possibilidade. 

Ataídes quer oito partidos até junho O senador Ataídes Oliveira, presidente do Pros e pré-candidato a governador, quer chegar às convenções de junho com uma coligação que reúna pelo menos oito partidos. Seu staff comemora os efeitos do 1º Encontro do Pros, realizado dia 20.

Ataídes quer oito partidos até junho

 
senador Ataídes Oliveira, presidente do Pros e pré-candidato a governador, quer chegar às convenções de junho com uma coligação que reúna pelo menos oito partidos. Seu staff comemora os efeitos do 1º Encontro do Pros, realizado dia 20. Segundo essas fontes, o evento tem rendido frutos que podem desembocar em

importantes alianças.

Projeto único

O senador já teve conversas muito interessantes com o PSC, PV, PCdoB, PT, PHS, Rede Sustentabilidade, PTN, entre outros. Além disso, Ataídes está mais do que satisfeito com as conversas que vem mantendo com o também pré-candidato a governador Marcelo Lelis (PV) e com o procurador da República Mário Lucio Avelar, outro pré-candidato ao Palácio, que está para ingressar no PSB. Eles discutem a construção de um projeto único de mudança para o Estado.

Café-da-manhã com Luana

Ataídes ainda teve um café-da-manhã que considerou “muito proveitoso” com a deputada estadual Luana Ribeiro (PR).

Com os camaradas

Nessa quinta-feira, 27, o senador atendeu convite do PCdoB e visitou a sede deles, onde se reuniu com dirigentes estaduais e municipais do partido. Participaram o secretário da Inclusão Social da Prefeitura de Palmas, José Mamede; o presidente do Comitê Central do PCdoB no Tocantins, Luciano Arruda; e líderes comunistas como Emival Dalat, Adriano Lima, entre outros, num total de mais duas dezenas de pessoas. Ataídes comemorou a reunião.

Fissuras na terceira via?

Lembrando que o PCdoB é um dos partidos da terceira via, ao lado de PP, PT e PSL, que definiram dia 20 que, para ser aceito no grupo, uma legenda não pode ter pré-candidato a governador, deve ser aceito pela maioria e ser da base da presidente Dilma Rousseff. A despeito dessas “recomendações”, Ataídes parece que vem provocando fissuras no grupo.

Jogo de corpo dos “amigos”

deputado federal César Halum (PRB) tem um monte de “cabo eleitoral com mandato”. São também deputados federais que chegam nos eleitores dele para elogiá-lo e pedir voto para o colega do PRB. Mas pedem voto para Halum ir ao Senado. A iniciativa não é bondade, mas um jogo de corpo para tirar o colega da jogada.

Bem recebido

Aliados de Halum garantem que o deputado não está magoado. “Ao contrário, despois disso, o deputado vem sendo melhor recebido por onde passa”, garantiu um deles.

O piloto sumiu

O líder da oposição, vereador Iratã Abreu (PSD), já está com o texto pronto da proposta de emenda à Lei Orgânica de Palmas para obrigar o prefeito a comunicar a Câmara e fazer a transmissão do cargo para os casos de ausência do titular por período inferior a 15 dias. Isso vale tanto para viagens ao exterior quanto pelo próprio País. O objetivo é não permitir que aconteça mais de a Capital ficar sem um governante à frente no caso de viagem do titular. Iratã agora precisa de assinaturas: sete para apresentar a emenda. No plenário precisará de 13 votos para aprová-la.

O novo “com segurança”

O presidente regional do PSDC, professor Adail Carvalho, disse que depois de o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), se apresentar como novo e, conforme o líder partidário, “ter decepcionado” a população, os políticos do Estado inovaram. “O Amastha desgastou tanto o termo ‘novo’ que a moda é dizer que é ‘o novo com segurança'”, disparou professor Adail.

Não são novos, mas os mesmos

Contudo, afirmou que o PSDC não vê “nenhum novo, nem alternativa, nem terceira via” entre os nomes que se apresentam como tal até agora. “São políticos que já tiveram mandato e nunca apresentaram propostas para a sociedade. Esse negócio de fazer parte de um grupo por 20 anos e depois brigar, romper e dizer que é o novo, não cola”, disse professor Adail. Para ele, não existe nada de novo entre nomes postos, mas, sim, “os mesmos”.

Candidato próprio

O PSDC decidiu na quarta-feira, 26, que vai ter candidato próprio ao governo do Estado. Professor Adail é o pré-candidato a governador – ele disputou com Amastha a Prefeitura de Palmas em 2012. “Nós somos o novo, a verdadeira alternativa e a verdadeira terceira via”, garantiu. Ele disse que a candidatura é irreversível.

Chapa completa

O partido tem quatro nomes para deputado federal e oito para deputado estadual. Falta definir o candidato a senador, vaga disputada por dois nomes o advogado Marcelo Cordeiro e o presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Luiz Fernando Varrone.

Foto de arrepiar


A foto acima, tirada em Bruxelas (Bélgica), no domingo, 23, deixou muita gente arrepiada na política tocantinense esta semana. Principalmente na chamada terceira via, que não quer nem pensar em dividir palanque com a senadora Kátia Abreu (PMDB). Contudo, não é o que pensam a própria, o PP estadual e o pré-candidato a governador Roberto Pires (PP). Diga-se: muito pelo contrário.

Chover no molhado

O objetivo do suplente João Costa, ao pedir para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestar no recurso extraordinário pelo qual o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) tenta assumir vaga no Senado, é, propositalmente, chover no molhado. Explico: a PGR é a autora da ação que impediu Marcelo de tomar posse em 2011. Logo, todos já sabem como o procurador-geral vai se manifestar no caso.

Colocando a casa em ordem

A prefeita de Santa Terezinha, Professora Itelma (PSB), anunciou na terça-feira, 25, que realizará o pagamento da primeira parcela dos salários em atraso devidos pela gestão do ex-prefeito Kleibson Belarmino (PSD). O atraso, segundo a prefeita, se refere a dezembro de 2012. O pagamento dos servidores será realizado por etapas, com os professores efetivos recebendo primeiro nesta sexta-feira, 28.

Oposição vence no Sinpol

Eleito na segunda-feira, 24, o agente penitenciário Moisemar Marinho é o novo presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol). Candidato de oposição, ele subsitui Nadir Nunes no cargo. A candidata de situação, a escrivã de polícia Marcilene Lucena, ficou terceiro. A vitória de Moisemar surpreendeu porque faz tempo que a oposição tenta vencer. A expectativa não era boa porque nesta eleição o grupo se dividiu em três. Além do presidente eleito, outros dois agentes penitenciários – oposição a Nadir – estavam na disputa: Darlan Sousa (segundo colocado) e Hélio Santana (quarto lugar). Moisemar teve forte apoio da deputada estadual Luana Ribeiro (PR). A posse será em 19 de abril, Dia da Polícia Civil. 

Confira edital do concurso público para Polícia Civil; são oferecidas 515 vagas

Confira edital do concurso público para Polícia Civil; são oferecidas 515 vagas

Certame, que foi anunciado pelo governador Siqueira Campos, no dia 10 deste mês, irá disponibilizar 397 vagas previstas para provimento imediato

 

Da Redação

O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou nessa quarta-feira, o  edital de abertura número 01/2014 [página 4] para o concurso público da Polícia Civil. A empresa que ficará responsável pelo certame é a Fundação Aroeira, entidade de direito privado, instituída pela Pontifície Universidade Católica de Goiás.

O certame, que foi anunciado pelo governador Siqueira Campos (PSDB), no dia 10 deste mês, irá disponibilizar 397 vagas previstas para provimento imediato. Deste número, 97 são para delegado, 38 para agente, 162 para escrivão, 20 para auxiliar de autópsia, dez para papiloscopista, dez para médico legista e 60 para perito criminal. Além da oferta, mais 118 serão oferecidas para cadastro de reserva.

Datas
Na ocasião ainda foi divulgado o cronograma do certame com as datas das provas previstas para datas específicas. Segundo o cronograma, a primeira categoria a fazer provas objetivas é a de delegado, com exame previsto para o dia 25 de maio; já para agente, escrivão, papiloscopista e agente de necrotomia, a prova está prevista para o dia 1° de junho; enquanto os cargos de perito e médico legista têm exame escrito marcado para 8 de junho. As inscrições devem ser feitas entre os dias 10 de março e 9 de abril, conforme o cronograma.

Novidades
O secretário destacou que neste concurso algumas medidas estão sendo tomadas para garantir maior lisura no processo seletivo. De acordo com ele, após o término do curso preparatório de 90 dias, os classificados irão escolher, por ordem de classificação, para qual cidade pretende ser designado. “Todas as cidades e o número de vagas para cada uma será discriminado no edital, informou o secretário.