PRESIDENTE DITADOR MUÇULMANO DA TURQUIA PAÍS INTOLERANTE CRIA PALÁCIO COM MIL QUARTOS

Erdogan inaugura palácio presidencial com mil quartos na Turquia
Construção da obra de 40 mil metros quadrados ocorreu apesar de várias ações judiciais
POR JOSÉ MIGUEL CALATAYUD / DO “EL PAÍS”
31/10/2014 7:00 / ATUALIZADO 31/10/2014 7:56

Presidente turco Recep Tayyip Erdogan posa no novo palácio presidencial de Ak Saray – ADEM ALTAN / AFP
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ISTAMBUL — O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, inaugurou na quarta-feira, Dia da República Turca, um novo e polêmico palácio presidencial em Ancara. Embora um acidente em uma mina de carvão no sul do país, que deixou 18 presos, tenha feito ele cancelar a inauguração, Erdogan já abriu as portas do palácio para alguns visitantes.

Inicialmente, o edifício deveria servir como residência oficial do primeiro-ministro. Mas após ganhar as eleições presidenciais em agosto Erdogan decidiu que seria ele como chefe de Estado quem o ocuparia, aparentemente em acordo com a ideia de “Nova Turquia”, que tem propagado desde sua chegada à Presidência. Considerada até agora uma figura cerimonial, a Presidência foi apresentada por Erdogan em seus comícios como algo mais ativo, e ele defende mudanças constitucionais para aumentar os poderes do cargo.

A construção do novo palácio ocorreu apesar de várias ações judiciais contrárias, inclusive porque ele foi construído em terrenos onde não havia permissão para novas construções.

— Podem demolir se tiverem poder suficiente para fazê-lo. Não vão ser capazes de detê-lo. Eu o inaugurarei e o ocuparei. — disse ele em março deste ano, quando ainda era primeiro-ministro e antes das eleições presidenciais.

Construído em uma área de bosques que pertenceu a Mustafa Kemal Ataturk, e depois doada para o Estado pelo fundador da república turca moderna em 1937, a fazenda tem 200 mil metros quadrados, dos quais 40 mil foram construídos. O custo, não divulgado, é estimado em US$ 275 milhões.

Conhecido popularmente como Ak Saray, palácio branco em turco, o que joga com as siglas do partido de Erdogan, AK Parti, o complexo tem mil quartos e grandes esquemas de segurança, que incluem bunkers e túneis contra ataques químicos, além de uma sala de guerra subterrânea. Segundo a imprensa local, um dos escritórios está inspirado na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, que também não teria nenhum elemento eletrônico como forma de proteção contra a espionagem.

A oposição turca criticou a mudança da residência oficial de Cankaya para o novo palácio, e também considerou o custo excessivo. Para os críticos, mais uma prova do “autoritarismo” crescente do presidente turco.

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Cenário eleitoral: “NE não tem ‘culpa'”, diz especialista O Terra conversou com o historiador econômico Thomas Conti que criou um mapa que revela a mistura do eleitorado brasileiro – contrariando “piadas” de mau gosto sobre o NE Ana Lis Soares Ana Lis Soares

27 de outubro de 2014 • 13h59 • atualizado às 14h45
Cenário eleitoral: “NE não tem ‘culpa'”, diz especialista

O Terra conversou com o historiador econômico Thomas Conti que criou um mapa que revela a mistura do eleitorado brasileiro – contrariando “piadas” de mau gosto sobre o NE
Ana Lis Soares Ana Lis Soares

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O historiador econômico Thomas Conti se cansou das mensagens de ódio e xenofobia lançadas nas redes sociais neste domingo e segunda-feira, depois de encerrado o 2º turno das Eleições que sagraram Dilma Rousseff (PT) presidente. Diversos internautas compartilharam mapas do Brasil divididos entre o vermelho e o azul, representando, respectivamente, PT e PSDB. Para provar que não é bem assim, Conti decidiu levantar os números e pintar – literalmente – o mapa do Brasil e das eleições conforme a realidade. Os resultados? Estamos “juntos e misturados” e não há vermelho e azul e, sim, um roxo ‘esparramado’ por todo o território.

O Terra conversou pelo Facebook com Thomas que disse estar satisfeito com a repercussão do seu estudo. O mapa foi compartilhado por mais de 16 mil pessoas no Facebook, além de ter sido retuitado por quase 2 mil no Twitter. O sucesso do mapa foi tão grande que até derrubou o blog do historiador econômico da Unicamp. Segundo ele, os números demonstram que pessoas estão dispostas a lutar contra a xenofobia e a segregação entre as regiões brasileiras. “Isso não é pouca coisa, o discurso está na sociedade brasileira há muito tempo”.

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Apesar de ter recebido milhares de mensagens de ódio e preconceito, por eleitores enfurecidos, ele destaca a importância da divulgação de dados e informações corretas – para ir contra os “memes” e compartilhamentos sem estudos. “É muito triste ver como tanta gente não perde a oportunidade de disseminar discursos de ódio. Embora alguns talvez não tenham salvação, pensei que muita gente poderia estar com conclusões erradas por desinformação. Tentei ajudar na campanha contra esse ódio aos nordestinos, que não tem sentido nenhum”, disse.

“A História Econômica depende de dados e documentos para fazer uma interpretação que se aproxime da realidade, e percebi como os gráficos que estavam sendo repassados escondiam a diversidade dos números”, explica.

Para montar o mapa, Thomas usou seus conhecimentos em História Econômica (ele está terminando o Mestrado pela Unicamp e pretende cursar Doutorado) e os números dos votos válidos por estado. Depois disso, fez uma tabela no Excel e conseguiu montar pela “Formatação Condicional” os números em escala de cor – sendo o vermelho básico representado a candidata do PT e o azul básico o candidato do PSDB. A cor roxa demonstra a mistura de votos nos estados e, como percebemos, é predominante.

Com o mapa, o historiador econômico diz que gostaria de tirar o “ranço” e instigar o interesse pela política por todos – não só às vésperas das eleições, mas pelos próximos quatro anos. “Quis estimular as pessoas a desconfiarem de análises maniqueístas, bipolares – a sociedade não é assim há muito tempo. E, mais importante, quis lembrar que a eleição e o voto são uma parte muito pequena do que significa a democracia. Nossa democracia já foi interrompida por golpes militares duas vezes, temos só 26 anos de tradição democrática. Manter-se engajado e atento na política do País, buscando informações, é um elemento central para o exercício da cidadania e para a construção dessa democracia do século XXI. E discursos de ódio não terão espaço nessa construção: quanto antes conseguirmos superá-los, melhor”, defende.

Minas Gerais, a história e a vitória de Dilma
Para Thomas, ao contrário do cenário nordestino mostrado na internet, o estado de Minas Gerais tem importante participação na vitória da petista. “Na verdade, se o Aécio tivesse se garantido em Minas Gerais, seu próprio Estado, a mesma margem que conseguiu em Estados como o Acre e Santa Catarina, teria saído eleito das urnas. Mas não foi o caso e o nordeste não tem culpa de seus estrategistas de campanha terem dado MG como vitória certa”, afirma.

Como diz o próprio candidato mineiro, Aécio Neves, não há como apagar a história. E quando olhamos para ela, enxergamos a importância de Minas Gerais nas decisões eleitorais. O historiador econômico lembra que o estado sempre foi central na política – há muitos anos. “Quem não lembra da “política do café com leite”, São Paulo e Minas se revezando no poder durante a Primeira República?”, relembra.

Veja o cenário eleitoral nos estados Veja o cenário eleitoral nos estados

vc repórter: leitores celebram reeleição de Dilma; participe
Erivaldo Silva, de Brasília (DF), exaltou o Nordeste e vibrou com a reeleição. Você também comemorou a vitória de Dilma Rousseff? Então, mande a sua foto para o canal vc repórter pelo WhatsApp (+55 11 97493.4521), ou pelo nosso site:. Foto: Erivaldo Silva / vc repórter
Antônio Wilson da Silva, de Senhor do Bonfim (BA), comemorou ao lado do filho Henrique. Foto: Antônio Wilson da Silva / vc repórter
O leitor Cristiano Souza, de São Bernardo do Campo (SP), comemorou ao lado do filho e do neto do ex-presidente Lula . Foto: Cristiano Souza / vc repórter

A leitora Ana Carolina Dellabarba registrou uma imagem da festa de eleitores em um bar próximo ao sindicado dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo . Foto: Ana Carolina Dellabarba / vc repórter
O professor Leilson Santos, de Teresina (PI), usou adesivos para mostrar seu apoio à Dilma no 2º turno . Foto: Leilson Santos / vc repórter
Daiana Guimarães, que mora na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, vestiu vermelho para celebrar a reeleição de Dilma. Foto: Daniana Guimarães. / vc repórter
A leitora Elizete comemorou a vitória com suas amigas, em Águas Claras, no Distrito Federal. Foto: Elizete / vc repórter
Marcio Souza, de São Luís (MA), não economizou em adesivos para estampar o número do Partido dos Trabalhadores (PT) em sua casa. Foto: Marcio Souza / vc repórter
Priscilla Lopes e sua mãe, Oleni, também vestiram vermelho para manifestar o voto em Dilma Rousseff. Foto: Priscilla Lopes / vc repórter
Os leitores Rafael Medeiros e Marilua Medeiros, de Goiânia (GO), festejaram a vitória em casa. Foto: Rafael Medeiros / vc repórter

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