Discurso de Sun Jin Moon en el Tercer Seonghwa del Padre Verdadero

Discurso de Sun Jin Moon en el Tercer Seonghwa del Padre Verdadero

SJM

Discurso Conmemorativo en el Tercer Seonghwa Memorial del Padre Verdadero

Sun Jin Moon, Presidente Internacional de la FFPUM

30 de agosto 2015, Cheongshim Peace World Center, Corea

1234

estadio

Traducción al español:

Ricardo Gómez

Argentina

La información en la web es de distribución gratuita, si quieres compartir estas palabras eres libre de hacerlo, aunque lo ético es mencionar la fuente para respetar el trabajo de los demás.

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Em vídeos inéditos, ex-diretor da Petrobras revela medos e pressões

Em vídeos inéditos, ex-diretor da Petrobras revela medos e pressões

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RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

30/08/2015 02h00

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O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse a investigadores da Operação Lava Jato que tem “medo” dos políticos, que a estatal é “uma empresa quebrada” e que a compra de uma refinaria na Argentina no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi “desastrada” como os negócios feitos pelos governos petistas.

As imagens dos depoimentos, que somam 45 horas de vídeos inéditos e estão em poder do Supremo Tribunal Federal, também revelam que um delegado ameaçou manter Costa preso por mais tempo se ele não entregasse gravações que a Polícia Federal achava que ele possuía.

Os vídeos documentam depoimentos prestados por Costa em Curitiba de 29 de agosto a 16 de setembro do ano passado, os primeiros depois que ele fechou acordo de delação premiada. Cópias dos videos estão nos inquéritos abertos pelo STF para investigar políticos suspeitos de envolvimento com a corrupção na Petrobras.

No início, Costa aparece falante, ao lado de sua advogada na época, Beatriz Catta Preta. Ao longo dos dias, começa a mostrar sinais de cansaço e deixa a barba crescer.

É no primeiro dia que ele diz temer por sua integridade física. “Eu tenho medo. Porque nós estamos falando com [de] uma gente muito graúda”, disse. Um delegado afirma que os citados não têm histórico de violência. Costa abre um sorriso e diz “Celso Daniel”, o prefeito petista de Santo André (SP) assassinado no início de 2002.

O delegado pergunta se ele sabia algo sobre o crime. O ex-diretor apenas diz ter ouvido “de muita gente” que “foi o PT que encomendou”.

No mesmo dia, Costa disse que a Petrobras está “tecnicamente quebrada”, pois o governo a obrigou “a participar em 30% do pré-sal em tudo”. A situação teria piorado no governo Dilma Rousseff, pois ela “segurou o preço da gasolina e matou o álcool”.

Para o ex-diretor, Dilma e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, como presidentes do conselho de administração da estatal, atuaram em defesa do governo, e não da empresa. Ele também criticou os representantes do setor privado no conselho, como o empresário Jorge Gerdau.

“Os demais conselheiros da iniciativa privada são omissos, vamos colocar essa palavra, na reunião do conselho. Porque normalmente são empresários e não querem ficar mal com o governo”, afirmou o ex-diretor.

A pressão para que Costa entregasse gravações ocorreu no dia 1º de setembro. O delegado disse que o ex-diretor teria que “ficar mais tempo aí [na prisão] pensando, refletindo onde é que está esse troço”. Costa reagiu: “Não, não me faça isso, pelo amor de Deus”. Costa saiu da cadeia depois dos depoimentos e hoje cumpre prisão domiciliar.

Indagado sobre ativos da Petrobras na Argentina, Costa levantou dúvidas sobre a compra da refinaria Perez Companc por US$ 1,13 bilhão, em 2011, no governo FHC. O presidente da estatal era Philippe Reichstul. Essa compra foi tão desastrada quanto a compra [da refinaria] de Pasadena [EUA]”, afirmou.

OUTRO LADO

O ex-presidente da Petrobras Philippe Reichstul (1999-2001) disse que “deve ter havido um erro” do delator “ou do ano ou do negócio”, pois a venda da refinaria Perez Companc só foi feita em 2002, quando ele, Reichstul, já não presidia mais a companhia.

“Não fechei nem estudei o assunto Perez Companc. Não conheço os detalhes. Estrategicamente, porém, fazia sentido investir mais na Argentina naquele momento”, disse.

O Palácio do Planalto e a Petrobras informaram que não iriam se manifestar sobre os comentários do delator Paulo Roberto Costa.

A assessoria do Grupo Gerdau também não quis comentar as críticas do ex-diretor sobre o papel de Jorge Gerdau no Conselho da Petrobras.

O DELATOR NA TELA
O que Paulo Roberto Costa disse à força tarefa da Lava Jato

Reprodução
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras

29.ago.14
“EU TENHO MEDO”

Costa: Eu tenho um receio. É integridade física minha. […] Porque… Eu tenho medo. Porque nós estamos falando com [de] uma gente muito graúda.
[…]
Delegada: O que te traz mais receio, mais medo, a reação dos políticos ou das construtoras?
Costa: Dos políticos.

Reprodução
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras

29.ago.14
“MANIA DE FALAR ALTO”

Costa: Ela [Dilma Rousseff] tem mania de falar um pouco alto, né? Então você começa a falar assim e depois o telefone vai assim… [afastando o telefone da orelha]. […] Aí começamos a conversar e aí a mulher chegou e falou assim: “Olha, vocês têm dez minutos para explicar isso aqui”. Dez minutos você não explica nada, né?

Reprodução
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras

1º.set.14
“A POLÍTICA É PODRE”

Delegado lê anotação de Costa em caderneta: “Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”.
Costa: Isso aí colocaram na imprensa, né. Não é frase minha, mas é frase verdadeira.
Delegado: É do [jornalista e escritor] Millôr [Fernandes]. Mas o senhor escreveu na cadernetinha do lado dos pagamentos.
Costa: Para mostrar como é podre a política brasileira.

Reprodução
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras

15.set.14
“MAU NEGÓCIO” NA ERA FHC

Delegado lê anotação de Costa em caderneta: “Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”.
Costa: A Petrobras comprou uma empresa chamada Perez Companc no ano de 2001, o presidente da Petrobras era o Philippe Reichstul. Eu diria que essa compra foi tão desastrada quanto a compra [da refinaria] de Pasadena [nos EUA]..

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Mujica diz que presidente ‘não é monarca’ e deve viver como a maioria do povo Ao lado de Lula, ex-presidente do Uruguai afirmou que quem quer ganhar dinheiro não deve ir para a política

Mujica diz que presidente ‘não é monarca’ e deve viver como a maioria do povo
Ao lado de Lula, ex-presidente do Uruguai afirmou que quem quer ganhar dinheiro não deve ir para a política
POR TATIANA FARAH
29/08/2015 17:39 / ATUALIZADO 29/08/2015 18:03

O ex-presidente do Uruguai, José Mojica – Fernando Donasci / Agência O Globo
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SÃO BERNARDO DO CAMPO — Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador e ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica afirmou, neste sábado, que governantes e dirigentes políticos devem viver como “a maioria de seu povo”, e que os partidos não podem servir como balcão de emprego nem deixar os políticos enriquecerem. Um dos nomes mais destacados da esquerda latino-americana, Mujica também fez uma forte defesa dos partidos como pilares da democracia.

— A República não é uma monarquia. Não há que confundir um presidente com um monarca. Temos que entender que um posto importante não é outra coisa a não ser um voto de confiança do povo — disse Mujica, que ainda afirmou:

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— Temos de lutar por partidos republicanos, onde ninguém é mais que ninguém e os dirigentes aprendem a viver como a maioria do país, e não como a minoria. Há gente que gosta muito de dinheiro, então que vá para o comércio, para a indústria, que multiplique a riqueza e que pague impostos.

As declarações foram feitas durante um seminário sobre participação social organizado pela prefeitura de São Bernardo do Campo, dirigida pelo petista Luiz Marinho, que mediou o encontro entre Mujica e Lula. O PT passa por um de seus piores momentos desde o escândalo do mensalão, com suspeita de receber propina de empresas contratadas pela Petrobras e com algumas estrelas estrelas acusadas de enriquecimento.

— A política é o sonho de que a gente viva melhor e não precisa de compensação material porque isso não tem preço. Nem tudo é mercadoria no mundo. Nem tudo se vende, nem tudo se compra — completou Mujica.

Depois de dizer que a “democracia requer partidos e não há democracia sem partidos”, Mujica alertou para o risco de polarização entre as classes sociais. Ele defendeu um “acordo nacional básico”.

— Quanto mais dura for a confrontação das classes sociais que operam em uma sociedade, mais difícil será a recuperação. Não se pode brincar com fogo.

Ele pediu à plateia, a maioria ativista ou dirigente de esquerda, “paciência e militância” e lembrou que “o único animal que tropeça com a mesma pedra é o homem”.

Assim como Mujica, Lula foi ovacionado diversas vezes no auditório lotado por cerca de 1,6 mil pessoas. O petista também falou que os políticos petistas devem dar o exemplo e não devem dizer que têm uma escola pública de qualidade se matriculam seus filhos em escolas particulares. Disse ainda que era um “único analfa” entre os presidentes brasileiros, que seriam todos professores universitários. Descontraído, o petista falou por mais de uma hora e por várias vezes chamou Mujica de “Pepito”. Ao falar de sua derrota para o governo do estado, em 1982, disse que ouviu conselhos eleitorais de Fidel Castro, ex-presidente de Cuba.

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— O Fidel, que nunca tinha disputado uma eleição na vida dele, me deu conselho político eleitoral — riu Lula, contando que não tinha mais disposição para concorrer até que Fidel disse ser um grande feito a votação obtida por um metalúrgico (1,25 milhão de votos):

— Eu voltei entusiasmado, achando que era grande mesmo. Mas voltei pensando: Esse Fidel é um metido porque nunca disputou eleição nem para a juventude socialista e vem dar palpite.

Depois do evento, Mujica e Lula seguiram para um almoça na casa do prefeito Luiz Marinho.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/mujica-diz-que-presidente-nao-monarca-deve-viver-como-maioria-do-povo-17349103#ixzz3kJFDiv3L
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ENTREVISTA COM O JUIZ MORO O MAIS HONESTO DO BRASIL

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Juiz da Lava-Jato diz que é preciso ‘confiar desconfiando’ que operação trará mudanças no país
Sérgio Moro participou de palestra sobre crime de lavagem de dinheiro em São Paulo nesta sexta-feira
POR RENATO ONOFRE
28/08/2015 13:05 / ATUALIZADO 28/08/2015 15:39

Juiz Sérgio Moro participa, em São Paulo, de palestra sobre crimes de lavagem de dinheiro – Marcos Alves / Agência O Globo
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SÃO PAULO — O juiz federal Sérgio Moro, que conduz o julgamento da Operação Lava-Jato, afirmou nesta sexta-feira que é necessário “confiar desconfiando” que o combate a corrupção promoverá mudanças definitivas no Brasil. Segundo Moro, que participou de um congresso em São Paulo, a Lava-Jato não é a solução final.

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— O futuro não está escrito. Vamos confiar desconfiando do futuro. Não podemos é nos acomodar — afirmou Moro.

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Durante palestra na Procuradoria da República em São Paulo, onde falou sobre “Aspectos controvertidos do crime de lavagem de dinheiro” no Brasil, o juiz voltou a usar o exemplo da operação italiana de combate à corrupção no anos 90, batizada de “Mãos Limpas, para analisar o impacto da Lava-Jato na sociedade brasileira.

Moro disse que na Itália, apesar das mais de 800 prisões de milhares de indiciamentos, a “Mãos Limpas” diminuiu pouco a sensação de corrupção no país. Ao ser questionado por uma pergunta da plateia se a Lava-Jato pode “produzir um Silvio Berlusconi“ no Brasil, Moro disse que a questão depende da sociedade:

— O futuro não está escrito. Se algumas oportunidades me parece que foram perdidas na Itália, não necessariamente essa oportunidade deve ser perdida no Brasil. Acho que depende mais da sociedade do que propriamente do poder público — afirmou comentando a comparação feita na Itália: — Não acho que é inevitável que ocorra, como aconteceu na Itália, que algumas dessas conquistas tenham sido perdidas e que tenha sido propiciado ali um aventureiro a assumir o cargo de primeiro-ministro na Itália por tanto tempo.

O juiz também foi questionado sobre a possibilidade da unificação de acordos de leniência e delação premiada. Para Moro, há uma “superposição de funções” em diversas esferas públicas – criminal, civil e administrativo – que deveria ser evitada. O juiz defende a ideia de, se possível, a realização de um acordo amplo que atenda a todos os pontos da investigação. O juiz aproveitou para rechaçar a tese defendida por alguns defensores da Lava-Jato que questionam a validade de uma delação assinada com o réu em prisão cautelar e propõe que ela só seja feita caso ele esteja em liberdade:

— Falo brincando. Normalmente a colaboração não vem de arrependimento. Vem porque a pessoa está numa situação difícil que pode ser ocorrente de uma prisão cautelar ou não. Lembrando daquele conto de Natal do Charles Dickens. Pode acontecer que ela (a delação) pode acontecer por causa do fantasma do Natal passado, que é o arrependimento. (Pode ser) fantasma do Natal presente, que é uma prisão cautelar. Ou pode ser por causa do Natal futuro que uma futura condenação. Então, o que leva a pessoa a fazer uma delação é muito pessoal. O problema (da tese que ela só vale em liberdade) diminui o direito de defesa do acusado que tem na delação um instrumento de sua defesa — defendeu o juiz sendo taxativo.

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— Sinceramente é uma ideia mal concebida.

Questionado sobre como via o projeto de lei que prevê a anistia de dinheiro não declarado no exterior, em discussão no Congresso, Moro disse que era necessário cautela:

— Temos que ter cautela. Primeiro é necessário separar o joio do trigo. É necessário, primeiro, a transparência total da origem desse dinheiro – disse completando: — Se não se corre o risco de fazer repatriação de dinheiro com origem criminosa sob pena de fazer com que o crime compense. Tem que se ter uma série de mecanismo de proteção para que isso não ocorra.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/juiz-da-lava-jato-diz-que-preciso-confiar-desconfiando-que-operacao-trara-mudancas-no-pais-17335192#ixzz3k8otLP7a
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Cunha defende que PMDB entregue todos os ministérios que ocupa e deixe a base do governo Presidente da Câmara comemorou saída de Temer da articulação política

Cunha defende que PMDB entregue todos os ministérios que ocupa e deixe a base do governo
Presidente da Câmara comemorou saída de Temer da articulação política
POR JÚNIA GAMA
24/08/2015 19:56 / ATUALIZADO 24/08/2015 21:26

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha – Marcos Alves / O Globo
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BRASÍLIA — O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu nesta segunda-feira, ao retornar a Brasília, que o PMDB aproveite a reforma administrativa anunciada hoje para entregar todos os ministérios que ocupa e desembarcar do governo. Para o peemedebista, o anúncio foi “atabalhoado”, feito para criar um fato político que se sobreponha a “notícias não boas”, já que não há uma decisão sobre como se dará a reforma.

– Todos deveriam entregar (ministérios), todos deveriam reduzir. O PMDB deveria ser o primeiro a entregar todos, não só a redução proporcional, mas sair da base do governo – disse.

Mais cedo, em São Paulo, Cunha também defendeu a antecipação do congresso do PMDB, marcado para novembro, para discutir a saída da legenda do governo do PT.

O peemedebista afirmou que o anúncio de redução dos ministérios servirá para “estimular” o andamento de proposta de sua autoria que limita constitucionalmente em 20 o número de pastas. O texto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda parecer em comissão especial.

– Estimula a tocar minha proposta, que é reduzir para 20, então estão me devendo 9 para reduzir. É dobrar a meta. A proposta está com comissão especial criada, se ficar pronta eu pauto – afirmou.

Cunha comemorou a saída de Michel Temer da articulação política. O presidente da Câmara considerou o fato “positivo” e afirmou que deverá servir para antecipar o Congresso do PMDB, em que irá defender a saída do partido do governo.

– Defendo a saída do PMDB do governo. O partido deve ficar no mínimo em posição de independência. Michel foi sabotado. Ele sair foi uma resposta à altura às sabotagens que ele sofreu esse tempo todo. Não tem sentido ele desgastar a posição pessoal para tentar manter acordos que não eram cumpridos pelo governo. Ele estava em posição delicada, ia se desmoralizar perante essa Casa. Para não se desmoralizar, ele preferiu sair – pontuou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/cunha-defende-que-pmdb-entregue-todos-os-ministerios-que-ocupa-deixe-base-do-governo-17288288#ixzz3jrBxT6Pu
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EDUARDO SIQUEIRA DE VOLTA AO PSDB-PARECE PIADA OU ALGO PIOR.

Eduardo Siqueira Campos se prepara para voltar ao PSDB, mas quer liberdade

DE VOLTA AO NINHO TUCANO

O deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (PTB) se prepara para voltar ao PSDB. Ele tem dito que quer do partido a liberdade de opinião e de posicionamento político para discutir as eleições nos municípios. Para ele, essa decisão de se aconchegar novamente em ninho tucano é uma questão de coerência em relação a política estadual e nacional. Isso porque Eduardo é oposição ao governo Marcelo Miranda (PMDB) e ao governo Dilma Rousseff (PT), enquanto o partido no Estado tem o seu presidente, o ex-deputado estadual José Geraldo, afastado para chefiar a Superintendência Federal da Agricultura, setor subordinado ao Ministério da Agricultura, comandado pela senadora Kátia Abreu (PMDB). Ou seja, Eduardo Siqueira entende que, dessa forma, o PTB do Tocantins acaba ficando próximo dos dois governos aos quais o parlamentar faz oposição.

A QUESTÃO É O SENADOR

Nessa volta, Eduardo Siqueira Campos encontrará o PSDB do Tocantins em situação bem diferente de quando o deixou em setembro de 2013. Apesar de o ex-governador Siqueira Campos continuar na legenda, os tucanos agora estão sob o comando do senador Ataídes Oliveira, aliado do siquerismo no passado mas que rompeu com o grupo do ex-governador com críticas bastantes ácidas.

DE OLHO NO PAÇO

De toda forma, Eduardo Siqueira não tem interesse, segundo diz, em assumir cargos no PSDB, nem em comandá-lo, mas está de olho na Prefeitura de Palmas, da qual foi o primeiro comandante e não esconde a vontade de reassumir. Por isso, a volta do deputado ao partido também passa pelo possível apoio dos tucanos a uma eventual candidatura sua a prefeito a Capital.

PALAVRA QUE PESOU

O clima chegou a ficar tenso em apenas um momento na tranquila reunião do governador Marcelo Miranda (PMDB) com os deputados estaduais, no jantar da Cabana do Lago, na noite de terça-feira, 18. Foi quando o secretário extraordinário para Projetos Estratégicos do Tocantins, Osvaldo Reis, usou da palavra e disparou muitas vezes a palavra “traidores”. Segundo parlamentares ouvidos pelo blog, Osvaldo disse, entre outras coisas, que era “hora de observar os traidores”.

TRAÍDOS E TRAIDORES

Mais do que irritado, o deputado Ricardo Ayres (PSB) não se aguentou e perguntou a Osvaldo quantas vezes ele traiu o PMDB. E teve início uma discussão. Nela, Elenil da Penha (PMDB) também aproveitou para cutucar: “O Osvaldo Reis gosta de jogar umas indiretas. De quem mesmo o senhor está falando?”, questionou. O secretário garantiu que não se referia a nenhum dos presentes. A “turma do deixa disso” entrou em cena e o clima de paz voltou a reinar.

GREVE CONTINUA

Tudo indica que a greve dos servidores da educação vai continuar. A proposta apresentada pelo governo, em reunião com a categoria na quinta-feira, 20, não agradou os grevistas. O assunto deverá ser decidido em assembleia, nos próximos dias.

REUNIÃO DA DIRETORIA

Segundo o presidente do sindicato da categoria, José Roque Santiago, a proposta do governo será discutida na segunda, 24, ou terça-feira, 25, pela diretoria do Sintet. Se a diretoria não aceitar a proposta, a greve continua. Caso aceitem, o tema será decido em assembleia.

NO CONGRESSO

A deputada federal Professora Dorinha (DEM) defendeu mais diálogo entre o governo do Estado e os líderes do movimento paredista da educação. Ex-secretária estadual da pasta nas outras gestões Marcelo Miranda, ela defendeu mais investimentos no setor, “condição fundamental” para o desenvolvimento do Tocantins e de todo o País.

INSATISFAÇÃO CONTINUA

Após publicação pelo blog de nota sobre insatisfação da base aliada ao governador Marcelo Miranda na Assembleia Legislativa, mais um deputado confirmou que “não aguenta mais” a demora do Executivo no pagamento das emendas parlamentares, que são impositivas.

LELIS

Quem também pode disputar a prefeitura de Palmas é o ex-deputado estadual Marcelo Lelis (PV). Durante encontro com a executiva nacional da sigla, nesta sexta-feira, 21, em Palmas, Lelis disse ao blog que há um “grande chamamento” para que ele se candidate.

GRUPO

Para Marcelo Lelis (PV), uma candidatura à prefeitura da capital não pode ser “unilateral”, mas de grupo político. “Esta decisão, pelo que estou sabendo, está sendo tomada para que eu seja candidato em Palmas”, disse Lelis, que é presidente regional da sigla.

EXONERAÇÃO

O diretor geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, foi exonerado do cargo. A exoneração foi publicada no Diário da Assembleia desta sexta-feira, 21. A exenoração, no entanto, seria temporária. Ianowich é advogado e teria pedido exoneração para defender um cliente. Depois retorna ao cargo.

Fraudes em licitações na prefeitura de Niterói movimentaram mais de R$ 371,5 milhões Segundo promotor, ‘esquema criminoso’ atua há mais de uma década na Emusa

Fraudes em licitações na prefeitura de Niterói movimentaram mais de R$ 371,5 milhões
Segundo promotor, ‘esquema criminoso’ atua há mais de uma década na Emusa
POR IGOR MELLO / LEONARDO SODRÉ
23/08/2015 7:00 / ATUALIZADO 23/08/2015 9:07

Promotor Rubem Vianna afirma que empresas envolvidas têm ligações entre si – Divulgação/MPRJ
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NITERÓI – O Ministério Público Estadual avança na investigação daquele que pode se tornar um dos maiores casos de corrupção da história de Niterói. De acordo com o promotor Rubem Vianna, da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (Coesf), um intrincado esquema criminoso foi montado por empresários e agentes públicos com o objetivo de beneficiar as empresas Translar e Arkitec, que dominaram os contratos de prestação de serviços para a prefeitura de Niterói, celebrados principalmente pela Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa). Apenas a Translar acumulou desde 2007 — período que é investigado — contratos que somam R$ 371,5 milhões.

Segundo Vianna, a Translar — através de um de seus sócios, Ronaldo Abdala, e do gerente Kleber da Silva Soares, apontado como braço-direito de Abdala — usava empresas em conluio para falsear licitações na Emusa, impedindo que houvesse uma concorrência real pelos serviços.

— Trata-se de um esquema criminoso promovido por uma associação extremamente articulada, com atuação marcante de mais de uma década para a obtenção de contratos com a prefeitura de Niterói e suas empresas públicas. O MP tem elementos suficientes para afirmar que as licitações que acabaram por beneficiar Translar e Arkitec foram criminosamente arranjadas, a partir das quais se operou o enriquecimento ilícito de empresários e servidores públicos. Foram produzidos danos expressivos ao erário, caracterizando prejuízos a investimentos em serviços básicos — afirmou o promotor.

O procedimento investigatório criminal (PIC) do MP inicia a apuração a partir do pregão presencial 002/2007 da Emusa, vencido pela Translar com uma proposta de R$ 27,4 milhões para um ano de serviços. Competiram com a Translar pelo contrato as empresas Arkitec, Cael, Brascon, Rotac, Mauad e FTJ Engenharia, que também teriam se revezado na participação das disputas que deram origem a seis aditivos entre 2008 e 2012. De acordo com Vianna, os donos e administradores das empresas têm vínculos familiares e societários entre si, elemento que ajuda a comprovar a fraude.

VEJA INFOGRÁFICO COM DETALHES SOBRE ESQUEMA NA EMUSA

De acordo com o MP, além de cinco aditivos, com duração de um ano cada, assinados entre 2008 e 2012, a Translar teria se aproveitado até mesmo da tragédia das chuvas de 2010 para faturar: a empresa conseguiu um aditivo de 25% ao acordo vigente naquele momento. No entanto, segundo o procedimento apresentado por Vianna à Justiça, a Emusa — então presidida por José Roberto Mocarzel — concedeu esse adicional sem “qualquer planilha que fundamente o acréscimo”.

Outro ponto questionado pelo MP versa sobre a publicidade das concorrências públicas: segundo a Lei de Licitações, os editais de convocação deveriam ser publicados no Diário Oficial do município e em jornais de grande circulação no estado do Rio. Isso, entretanto, não ocorria. De acordo com o depoimento de José Carlos da Rocha Luiz, então diretor administrativo da Emusa e responsável direto pela área de licitações, a Emusa se limitava a publicar os editais em jornais locais. Ele admite também que não utilizava o cadastro de fornecedores da empresa e que também não realizava pesquisa de mercado, como manda a lei. O GLOBO-Niterói tentou contato com José Carlos da Rocha Luiz para tratar das supostas irregularidades nas licitações, mas não conseguiu localizá-lo até o fechamento desta reportagem. José Roberto Mocarzel também foi procurado para comentar as acusações do MP, mas não retornou os contatos.

O promotor tem convicção de que a fraude continua no atual governo, embora ainda não tenha provas do envolvimento de servidores nesse período. Desde 2013, a Arkitec assumiu os contratos na Emusa. Na atual gestão, a empresa foi beneficiária de dois aditivos e um contrato, estimados em mais de R$ 36,7 milhões. Já a Translar passou a vencer disputas na NitTrans e na Secretaria de Conservação: foram mais de R$ 86,1 milhões.

Segundo Rubem Vianna, várias das empresas participantes das concorrências não tinham condições de efetivamente prestar os serviços em disputa. É o caso da Cael, que concorreu ao contrato de 2007 e dois de seus aditivos.

Em depoimento, Helio Thompson, um dos sócios da Cael, apontado por outros depoentes como o responsável pelas licitações no grupo, afirma que sua firma não poderia ter saído vencedora das disputas, pois “não tinha preço para concorrer”. Na interpretação do MP, este é um indício claro de que a Cael entrou nas concorrências sem a intenção real de ganhar. A Cael, entretanto, contesta essa versão. Bruno Rodrigues, advogado da empresa, diz que Helio Thompson só se tornou sócio quatro meses depois da licitação original, não sabendo detalhes daquela disputa. Além disso, diz que a empresa podia, sim, vencer:

— A Cael, fundada em 1993, tinha condições técnicas de prestar os serviços. O que não tinha era preço para vencer as empresas que praticam preços predatórios.

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Translar e Arkitec negam participação no esquema.

TRANSLAR E ARKITEC NEGAM IRREGULARIDADES

Translar e Arkitec, apontadas como pivôs do esquema de corrupção pelo Ministério Público, negam que tenha havido irregularidades nas concorrências em contratos e aditivos com a prefeitura de Niterói. Segundo elas, os vínculos de parentesco e sociedade entre dirigentes das empresas envolvidas não configuram crime.

De acordo com Bernardo Moreno, advogado da Translar, Ronaldo Abdala e Kleber da Silva Soares não têm envolvimento com fraudes em licitações de Niterói. Segundo a defesa da Translar, as concorrências transcorreram dentro da legalidade.

— O fato de duas pessoas com algum grau de parentesco constituírem sociedades distintas não constitui qualquer ilícito, mesmo que venham a participar de uma mesma licitação. As concorrências investigadas pelo MPRJ foram realizadas nos exatos termos da lei — argumenta o advogado.

Dennis Cincinatus, advogado da Arkitec, nega que Abdala seja um dos donos do grupo, através de sua empresa Nazafon, como afirma o MP. Ele também descarta que a empresa e um de seus sócios, Julio Pinheiro de Carvalho, tenham se beneficiado do esquema investigado na Emusa.

— Foram seguidas todas as regras e nunca foi identificada qualquer mácula. Todas as contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), nunca houve qualquer questionamento — diz o advogado da Arkitec.

Há três meses, após denúncia feita pelo “RJTV”, da TV Globo, a prefeitura chegou a romper o contrato com a Arkitec, mas a empresa conseguiu na Justiça desfazer a decisão, alegando que não houve direito de defesa. Segundo a secretária municipal de Planejamento, Giovanna Victer, a empresa tem até a próxima sexta-feira para apresentar sua defesa. Ainda segundo ela, assim que teve acesso ao conteúdo das denúncias, determinou que a Emusa exonerasse José Carlos da Rocha Luiz, o que, segundo ela, ocorreu em 12 de agosto. Ela afirma que só com a realização de nova licitação será possível saber se houve dano aos cofres públicos nos contratos da atual gestão.

— Como o serviço foi de fato prestado, só poderemos saber se houve algum dano ao erário pela restrição de competição com base no preço que obtivermos na próxima licitação — explica a secretária.

Quanto aos contratos da gestão anterior, ela afirma que a apuração será mais difícil e dependerá da evolução do caso no Ministério Público:

— É interesse total da prefeitura que tudo seja apurado e que as questões sejam diagnosticadas. Estamos trabalhando muito tanto com o Ministério Público quanto com o TCE-RJ.

OPOSIÇÃO QUER INVESTIGAÇÃO NA CÂMARA

A bancada de oposição cobra que a Câmara Municipal se engaje na investigação dos fatos denunciados pelo MP. No fim de maio, após as denúncias virem a público, o vereador Bruno Lessa (PSDB) apresentou um pedido de CPI para investigar os contratos de Translar e Arkitec, mas a base do governo não assinou. Na ocasião, o presidente da casa, Paulo Bagueira (SD), disse que a apuração ficaria a cargo das comissões permanentes. Desde então, apenas uma reunião com secretários ocorreu, e os requerimentos feitos pelos vereadores não foram respondidos. Bruno segue defendendo uma CPI e critica os colegas e o governo.

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— O que me espanta é a inércia da prefeitura e da Câmara em não investigarem esses contratos. São muitas perguntas que precisam ser respondidas — diz o parlamentar.

Paulo Eduardo Gomes (PSOL) acredita que a CPI sobre as contas do ex-prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) e do ex-presidente da Emusa, José Roberto Mocarzel, na Suíça, já aprovada na casa, pode ajudar a esclarecer os meandros do caso Translar.

— Diante da comprovação de que Jorge e Mocarzel tinham contas secretas na Suíça, conseguimos sete assinaturas e faremos uma CPI para investigar os contratos que podem ter gerado essas riquezas ilícitas. Teremos trabalho pela frente, inclusive porque estamos vendo que o esquema continua no atual governo e não podemos deixar isso sem uma devida apuração — afirma o vereador, autor do pedido da CPI sobre as contas na Suíça.
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